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Nunca, em Portugal, se tinha expresso com tão boçal arrogância a denominada ''classe política'' e financeira. A liberdade de expressão e de agir às claras sem o dever da argumentação acompanha exponencialmente a verdadeira corrupção que as instituições políticas e judiciais encobrem.
Já há dias tentámos chamar a atenção para estas declarações de Mira Amaral, que não sentiu qualquer inibição em declarar que tem - ele não diz que o BIC tem, diz tenho - o papel comercial no valor de quatrocentos milhões de Euros emitido pelo BPN em 2011, integralmente subscrito, com ''garantia de subscrição'', pela Caixa Geral de Depósitos e com reembolso garantido pela República Portuguesa, que se supunha estar em posse de PARVALOREM.

 

É de notar que tendo divulgado recentemente o relatório de avaliação da contabilidade de PARVALOREM e divulgado dados que apenas encobrem a natureza dolosa da forma e propósitos com que a PARVALOREM está a ser administrada, o Tribunal de contas não se pronuncia acerca da sede contabilística de mais de quatro mil milhões de papel comercial emitido pela empresa pública que administra os denominados activos do BPN ou ainda pelo BPN anteriormente.

 

http://www.dinheirovivo.pt/Imprimir.aspx?content_id=4072689

 

Fica claro que o BPN foi vendido por cerca de quarenta milhões ao BIC mas que a PARVALOREM transferiu para o BIC quatrocentos milhões em papel comercial.

Mira Amaral declara ainda que exclui do acesso a esta linha de crédito aberta pelo BIC para apoiar financeiramente empresas aquelas que dependem exclusivamente do mercado doméstico. Por essa razão, entendeu financiar a aquisição do EGF pela MOTA ENGIL em trinta e cinco milhões de Euros. Mas coloca como condição a garantia do Estado português.

 

O Ministério Público não investiga a PARVALOREM?

O que tenta encobrir o elenco ou a panóplia dos bombásticos processos abertos pelo MP no âmbito do ''caso BPN''?
O que irá encoberto na embalagem natalícia do BES? Quem, de hoje a três anos, vai declarar que tem em carteira quatro mil milhões do Fundo de Resolução garantidos pela República Portuguesa?

"É como um tipo que está a digerir uma bebedeira. Não se vai tratar com mais bebida em cima", ilustrou.

 

Dorme, dorme, meu menino, que a mãezinha logo vem.

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15:05



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