Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Contenha-se, senhor Presidente!

por MCN, em 02.10.15

«(...) embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro»

 

968937_1376425995903568_557182338_n.jpg

Mau!!!!....

O Senhor contenha-se que nós também não ''revelamos'' a nossa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

17:23

Os jogos de azar são imprevisíveis, é certo.
A tômbola do Tribunal da Relação de Lisboa andava avariado há uns dias.
Hoje acordou e surpreendeu-nos com resultados surpreendentes, insólitos, ou do domínio da bruxaria.
O recurso de José Sócrates calhou ao Desembargador Agostinho Torres. Agostinho Torres foi Director Nacional Adjunto da Polícia Judiciária no tempo de Santos Cabral. Quem não se recorda da tômbola das ''remodelações'' das chefias na Polícia Judiciária no tempo de Alberto Costa?
A Carlos Santos Silva calhou-lhe, para agravar suspeitas infundadas, Maria da Graça dos Santos Silva. Não existe qualquer relação entre os interessados. O apelido é coincidência.
A tômbola do Tribunal da Relação desempenhou a tarefa e encargo espontânea e automaticamente, sem qualquer interferência nem vigilância das partes.
Nem o Euromilhões seria tão isento.
É o que se pode dizer para já. Também estava a dormir quando a tômbola acordou.

Agostinho Torres foi a primeira cedência de Santos Cabral, quando Alberto Costa, Ministro da Justiça de José Sócrates, foi pressionado para remodelar a Direcção Nacional da Polícia Judiciária.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

18:50

Como dizia há dias um hipócrita, o mais fácil em política é matar o pai.


Como era de prever, a comunicação social, agora, vai descarregar as culpas nos super magistrados. Eu bem os avisei.

''O que a investigação atira para uns jornais, é o oposto do que essa mesma investigação atira para outros jornais, às vezes do mesmo grupo proprietário.''

Autoria e outros dados (tags, etc)

23:14

Inesperadamente, o contabilista Francisco Machado da Cruz telefonou a Fernando Negrão para lhe comunicar que não estava desaparecido. Na véspera, Ricardo Salgado comentara ‘’não fui eu que o fiz desaparecer’’, sugerindo, se a minha intuição hermenêutica não está enferma, que alguém o fizera desaparecer, na pior das hipóteses do alcance de Ricardo Salgado. É lícito imaginarmos que, se alguém o fez desaparecer, alguém o fez aparecer, no momento oportuno.

Fernando Negrão, o Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES, foi Director Nacional da Polícia Judiciária. Não sei porque razão, ao ouvir e ver Francisco Negrão transmitir que o contabilista lhe telefonara a comunicar que não está fugido nem desaparecido e se encontra disponível para prestar depoimento na Comissão, a ‘’coisa’’ me pareceu uma daquelas conferências de imprensa de última hora da Polícia Judiciária, a comunicar uma apreensão sensacional de droga.

No âmbito do processo de investigação que corre no DCIAP, os principais depoentes no âmbito do Inquérito Parlamentar estão constituídos arguidos e foram-lhes impostas medidas de coacção severas. Ao Presidente do BES, Ricardo Salgado, foi aplicada uma caução em substituição da prisão preventiva. É suposto que uma das medidas aplicadas seja a proibição de todos os arguidos estabelecerem e desenvolverem contactos entre si.

Se tudo o resto decorresse na normalidade, sem o aparato cénico que se tornou habitual em torno das intervenções da justiça com envolvimentos políticos, esta medida preventiva seria porventura compreensível e compatível com a normalidade, ou mesmo desejável.

Das duas uma, como é hábito dizer. Os tempos da justiça e os da política andam descoordenados ou andam escrupulosamente coordenados.

A mim, pessoalmente, parece-me que andam muito bem coordenados. Sendo estes processos de grande complexidade e sendo também certo que se tornou num hábito dos magistrados e investigadores em Portugal anteciparem a investigação com medidas que, em regime de normalidade, pressuporiam já uma consolidação madura das suspeitas, o DCIAP e o TCIC entenderam sabiamente que a melhor forma de a investigação se esgueirar através da complexidade seria fechar os suspeitos todos na mesma cela na Assembleia da República. Meter tudo num saco de gatos.

Os investigadores sabem que quando proíbem os suspeitos de comunicarem entre si estimulam o apetite e impulsionam a comunicação. Basta depois apurar o ouvido. Mas nunca tinha ocorrido antes aos investigadores pôr os suspeitos todos à bulha na ‘’Casa dos Segredos’’.

Aquilo a que temos assistido no Parlamento é deplorável. Uma tragicomédia.

Resta-nos a inspiração para uma novela, plena de condimentos e alusões à torpeza humana.

Mas o papel mais deplorável nesta comédia foi assumido pela oposição, nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda, que assimilaram na perfeição o seu espaço e o seu tempo na comédia, deslumbrados com a clarividência e a espontaneidade de José Maria Ricciardi e reforçando os argumentos sobre que se fundamentou a intervenção e o programa de Carlos Costa.

É tudo uma grande trapalhada e nunca entenderemos o que se passou com o BES. Mas o perfil do culpado disto tudo está conclusivamente traçado.

O tema do terceiro acto da comédia será a limpeza do retrato de Ricardo Salgado, tal como se limpa o de Oliveira e Costa. Mas isso ficará para depois, quando o Novo Banco estiver vendido e estiver constituída a PARVALOREM do BES para administrar o lixo. Então conhecer-se-há o rol dos devedores que enganaram Ricardo Salgado.

Nada de novo a leste deste inferno.

Mas fica uma questão por responder.

O Ricardo Salgado é idiota? Porque razão foi ao Parlamento declarar com tanta convicção que o seu contabilista estava desaparecido se sabia que, na manhã seguinte, telefonaria ao Fernando Negrão a fazer ‘’prova de vida’’?

Quem semeou a desordem pública?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

18:19

Um manifesto de explícito alinhamento político constitui-se em ''verdade dos factos''! O Correio da Manhã elege o menos democrata dos líderes de governo depois do 25 de Abril e invoca a verdade dos factos. A baixa e boçal cultura de Octávio Ribeiro não lhe permitiu aperceber-se de que está a contaminar a ''acção da justiça'' com os seus propósitos e alinhamentos políticos. Após ler esta ''joia'' incauta fico convicto de que a verdade dos factos é essa mesma. A acção do Juiz Carlos Alexandre teve em vista eleger o menos democrático governante depois do 25 de Abril? Com a cumplicidade, ou instigado pelo Correio da Manhã?

A única coisa que os super magistrados conseguiram demonstrar é que são capazes e lhes é permitido deter e indiciar um ex-primeiro ministro, na condição de que os seus adversários políticos sejam primeiros ministros. E de que os seus correlegionários políticos, no propósito de branquearem passadas cumplicidades e de aplanarem o caminho, adiram também. Uma feliz convergência de intenções.


Autoria e outros dados (tags, etc)

18:19

Investiga????!!!! Mas investiga o quê?!!!

A televisão tem divulgado imagens obscenas, mostrando o Juiz Carlos Alexandre a interrogar José Sócrates numa sala de rés do chão equipada com amplas vidraças, com diáfanas cortinas de ''organdi'', através das quais os jornalistas espiam, em nome dos direitos e liberdades.
Tal passara-se já com os interrogatórios dos suspeitos da operação Labirinto.
A Senhora Procuradora não sabe que os surdos mudos desenvolveram astutas habilidades para escutar através da descodificação dos movimentos dos lábios?

10405250_10203107525988682_5451860181261670368_n.j

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

18:05

As Portas da Remax

por MCN, em 21.11.14

Que poderemos pensar quando um ministro, no âmbito de uma interpelação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os denominados ''vistos golden'', pergunta a um dos membros da Comissão quem cria mais emprego em Portugal, o Bloco de Esquerda ou a REMAX?
Note-se que o Ministro em causa é assumidamente o autor da concepção do ''visto'', embora, ao que se diz, nada tenha que ver com a execução dos planos de arquitectura.
No mínimo, poderemos suspeitar de que os ''vistos golden'' não foram arquitectados para ''atrair'' investimento de estrangeiros, nem para que esse investimento ''gerasse'' riqueza ou criasse emprego. Mas para ''agilizar'' os negócios de especulação imobiliária. E, agilizando esses negócios, motivar os portugueses para construirem de novo casas, para que empreguem pedreiros e carpinteiros.
O Vice Primeiro Ministro de Portugal elegeu a REMAX como ''pivot'' no processo de implementação dos ''vistos golden''. Os ''chineses'' eram um acessório.
Como português, sinto-me rebaixado sempre que vejo o ministro Paulo Portas em público, revestido de arrogância, com aquele tom de voz de títere das comédias, proferir enormidades, sem qualquer contenção moral. Não entendi a razão porque a Comissão de Inquérito, após a intervenção de Paulo Portas, não desmantelou o ministro, os vistos, a hipocrisia da retórica governamental acerca da riqueza, mas sobretudo sobre a justiça.
''Pela boca morre o peixe'', diz-se. Há peixes que arrastam o cardume com a boca.

Autoria e outros dados (tags, etc)

19:46

Estamos sem dúvida perante um corrosivo, persistente e diabólico golpe institucional por parte de uma ala da magistratura, claramente envolvida com tenebrosos objectivos políticos.
É sabido que Miguel Macedo mantinha com a Ministra da Justiça uma contenda acerca da concentração de poderes na Polícia Judiciária e da exclusividade da Polícia Judiciária no âmbito da investigação criminal.
Se de facto existia um quadro de ilícitos na administração dos procedimentos de atribuição de vistos golden, os super-magistrados e a Polícia Judiciária já desmantelaram a credibilidade e dignidade do processo, remetendo-o para o elenco das manobras circences.
O estado de direito não é compatível com o facto de, para dar cobertura a uma intenção política deliberada, os detalhes dos interrogatórios aos arguidos e as suspeitas não confirmadas nem consolidadas da Polícia Judiciária serem difundidos em cima da hora pela comunicação social.
Apraz-me desde já tomar posição em relação à nomeação da nova Ministra da Administração Interna, que vem reforçar a ala da Ministra da Justiça no governo da coligação. O Bloco de Esquerda insolitamente apoia a nomeação.
Da Operação Labirinto, uma vez mais, fica a manobra e o propósito político, o circo da comunicação social e mais um grave atentado ao estado de direito. E sérias preocupações face à impunidade de uma magistratura que se julga acima da lei.
Aguarda-se que os super magistrados tenham também a dignidade de se demitirem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

14:40

Vistos Gold

por MCN, em 17.11.14

traf.jpg

Claro que não! O rapaz que trabalha nos carroceis não tem acesso a vistos golden.
Por mim, permaneço convicto de que quem deu instruções ao Director Nacional do SEF para ''agilizar os procedimentos'' foi Paulo Portas e talvez a Ministra das Finanças.
Havia que reforçar a sustentabilidade do Orçamento Geral do Estado.


Autoria e outros dados (tags, etc)

18:50

Afinal, era como te dizia. Foram só duas garrafas de vinho.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

18:44


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Pesquisar

  Pesquisar no Blog