Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


É este gang, acoitado na sede do covil das feras que preparam o assédio à carcaça da República, que continuam a alegar o ''direito a informar'' e o ''direito de ser informado'', seja o nosso dever de sermos manipulados, para descaradamente e obscenamente mentirem.
As notícias que, na sua maioria, os orgãos de comunicação social têm difundido, acerca desta matéria, demonstram o incómodo que lhes causou o acesso da defesa de José Sócrates à matéria do processo/operação Marquês.


Ninguém pretende calar o Correio da Manhã. De resto, esta decisão e sentença do Tribunal da Comarca de Lisboa terá como efeito amordaçar José Sócrates, que permanece vinculado à manutenção do segredo interno de justiça.
Esta decisão tem como consequência impedir que os orgãos de comunicação assistentes difundam publicamente as peças do processo, norma e disposição que José Sócrates e a sua defesa têm também que respeitar.
Ela não visa calar o Correio da Manhã nem impedir a comunicação social de ''dar notícias sobre José Sócrates'', mas sim impedir que o Correio da Manhã dê pretextos à defesa de José Sócrates para comentar as notícias que violam as normas de acesso ao processo por parte de arguidos e assistentes, denunciando as manobras de distorção, de falseamento, de mentira.
Os orgãos de comunicação social que se precipitaram na operação de propaganda José Sócrates, têm razões para se sentirem apavorados, ao cair a máscara.
E tentam arranjar um argumento para se calarem, para calarem José Sócrates e a sua defesa.
As normas processuais que têm como fim defender o segredo de justiça não foram congeminadas para calar o Correio da Manhã.
Esta iniciativa, o pedido da providência cautelar, não devia ter sido do arguido e da sua defesa. Devia, desde logo, ter sido promovida pelo Ministério Público, para parecer o que realmente devia ser.
Não podemos deixar de assinalar, de novo, a cumplicidade entre o Ministério Público e a comunicação social em torno de propósitos já mais do que evidentes.

socrates silencio.jpg

 

Imagem retirada da net

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

18:17

Sócrates e as Legislativas

por MCN, em 01.07.15

Com a comunicação social já toda fidelizada à campanha eleitoral da coligação, de forma mais primária ou mais astuta, sendo óbvio para quem seja isento que à prisão de José Sócrates subjazem propósitos e intuitos políticos mais que denunciados, reconhecido já por parte dos porta voz da coligação e da direita, como o emérito Professor Rebelo de Sousa, que a prisão de José Sócrates condiciona os resultados eleitorais, a Comissão Nacional de Eleições, se José Sócrates não for liberto antes do início formal da campanha eleitoral ou se não for proferida acusação, deve suspender o acto eleitoral.


Os políticos e os próprios magistrados podem não ter ética e não se sentir vinculados a qualquer normativo ético para o exercício da actividade política, mas a agenda política das instituições da República tem que optar entre a sujeição à agenda e estratégia político-partidária e a ética ou isenção.
Definitivamente a ordem está perturbada pela cumplicidade entre os magistrados, a comunicação social e os partidos que a lideram.
O clima de perturbação da ordem não é compatível com a isenção que se requer do acto eleitoral.

O cúmulo

Autoria e outros dados (tags, etc)

23:37

“Seria temerário da minha parte fazer qualquer consideração a esse respeito num restaurante onde é impossível ter qualquer tipo de privacidade”.


Carlos Alexandre em resposta a interrogatório no âmbito de investigação e inquérito acerca de se saber se teria ou não violado o dito segredo em almoço com o jornalista Francisco Galope.


Se o juiz lesse o blog do ex polícia de investigação criminal João de Sousa saberia que o melhor sítio e contexto para fazer considerações a esse respeito é o banho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

22:08

"Pare-se com a hipocrisia. Os senhores jornalistas sabem bem quem deu a informação e sabem bem que não foi o Ministério Público. Por isso pare-se com essa hipocrisia. Os senhores jornalistas sabem disso e eu digo porquê: porque muitos já mo disseram, muitos. Toda a gente sabe nas redacções, nas televisões em todo o lado o que é que aconteceu. Pare-se de imputar isso ao Ministério Público. O Ministério Público não tinha qualquer interesse em o fazer". (...)

"Qualquer pessoa que revele publicamente que conhece quem violou o segredo de justiça, que tenha provas para isso, o deve fazer. Eu pessoalmente não tenho, por isso esse contributo não o posso dar."

Rui Cardoso. Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.

 

A operação Marquês vai consumir-se nisto: ''Eu não fui, mas sei quem disse. Não tenho provas.'' Qualquer alcoviteira o diria. Para além do segredo de justiça violado não há mais nada a não ser perturbação do inquérito.

cartoon2.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

08:46


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Pesquisar

  Pesquisar no Blog