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João Perna era afinal um preso de boa vontade.
Sem ter cometido crime algum, aceitou ser preso preventivamente e partilhar a cela de Carlos Santos Silva para lhe ''arrancar'' uns segredos.
E, como prémio, saíu da cadeia.
Bem ouvida a reportagem ontem emitida pelo Correio da Manhã, foi essa a mensagem que os super magistrados, para darem fé das suas manhas e do seu poder fabuloso, mandaram o pasquim revelar, transmitindo-lhe alguns segredos.
Nas mãos e no arbítrio dos super magistrados, a prisão preventiva pode ser aplicada como meio para interrogar uma testemunha.
Os super magistrados proibiram também José Sócrates de dar entrevistas aos orgãos de comunicação social, pois as suas declarações poderiam condicionar os depoimentos das testemunhas.
Mas Marcelo Rebelo de Sousa sugere uma medida radical: ''Só morto é que se cala.''
Os super magistrados estarão a pensar introduzir na jurisprudência uma nova medida preventiva de coacção? A execução preventiva?
''Qualquer suspeito pode, caso o interesse da justiça o determine e quando se verifique que pode prejudicar as diligências de investigação, ser condenado preventivamente à morte.''
Tudo é já possível.

Foto retirada do google

 

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15:40

Um manifesto de explícito alinhamento político constitui-se em ''verdade dos factos''! O Correio da Manhã elege o menos democrata dos líderes de governo depois do 25 de Abril e invoca a verdade dos factos. A baixa e boçal cultura de Octávio Ribeiro não lhe permitiu aperceber-se de que está a contaminar a ''acção da justiça'' com os seus propósitos e alinhamentos políticos. Após ler esta ''joia'' incauta fico convicto de que a verdade dos factos é essa mesma. A acção do Juiz Carlos Alexandre teve em vista eleger o menos democrático governante depois do 25 de Abril? Com a cumplicidade, ou instigado pelo Correio da Manhã?

A única coisa que os super magistrados conseguiram demonstrar é que são capazes e lhes é permitido deter e indiciar um ex-primeiro ministro, na condição de que os seus adversários políticos sejam primeiros ministros. E de que os seus correlegionários políticos, no propósito de branquearem passadas cumplicidades e de aplanarem o caminho, adiram também. Uma feliz convergência de intenções.


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18:19

Afinal, era como te dizia. Foram só duas garrafas de vinho.

 

 

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18:44

Vistos Gold: No cúmulo da ironia.

por MCN, em 15.11.14

O Governo de Portugal, nomeadamente a Ministra da Justiça, e os ''super magistrados'' deviam ser muito cautelosos com a informação que passam aos orgãos de comunicação social, o tal quarto poder, e investir no rigor das investigações.
Para que não nos fique a imagem de que a sua impunidade exigia a descredibilização e o desmantelamento do Serviço de Informações de Segurança da República.

 

 

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22:28

O Labirinto do SIS

por MCN, em 15.11.14

''Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.''

O derradeiro sentido da agenda de intervenção no combate à corrupção tem um sentido muito consistente, embora de difícil descodificação. Foi codificado pela polícia secreta.
Os advogados dos arguidos no processo LABIRINTO têm alegado junto da comunicação social que estão inibidos de comentar o assunto porque o processo, ele próprio, é secreto.
Mas nunca se soube tanto sobre os detalhes de um processo. Sabemos mesmo que tudo partiu de Tabuaço.
Mas, afinal, onde anda o Miguel Relvas?

Na verdade, já ninguém apaga a imagem de que tudo isto são ajustes de contas e guerras entre espiões. Refiro-me explicitamente às declarações da Ministra da Justiça acerca da impunidade.

 

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22:12

A contabilidade da Agência LUSA.

por MCN, em 23.10.14

Entre 2014 e 2020, decorrerão seis anos.

 

520 milhões vezes seis anos perfaz 3.120 milhões.
705 milhões vezes seis anos perfaz 4.230 milhões.
Total, 7.350 milhões.

 

A mentira incide apenas sobre 52.650 milhões.

 

O erro é da Comissão Europeia ou da Agência LUSA? Qual o propósito do erro?

 

Os portugueses já deixaram de fazer contas e confiaram a contabilidade à LUSA.

 

canstock4982372.jpg

 

 

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22:22

Pai! Hoje não vou à escola!

por MCN, em 14.10.14

Pensei em apresentar este novo ''bestseller'' com um episódio narrativo de ficção, desenvolvendo o seguinte diálogo:

 

"- Pai! Hoje não vou à escola!

- Meu querido filho! Boa! Não vais tu nem eu! Também fiquei ontem desempregado. Já não preciso de que vás para a escola.''

 

A demagogia é um danado dispositivo de sobrevivência e oportunidade.
Durante as últimas semanas, muitos ''utentes'' da escolaridade obrigatória terão causado irritação aos seus pais logo pela manhã.

''Pai! Hoje não vou à escola!''

 

Vou acompanhando com algum sarcasmo a ''guerra de almofadas'' entre Nuno Crato e uma oposição que cavalga o descontentamento dos professores que ganharam, há uns anos, com Nuno Crato, a guerra contra o ''eduquês''. Nuno Crato continua coerente com a sua guerra contra o ''eduquês''. Os professores é que não têm vergonha na cara. Um ensino reduzido à sua básica componente curricular continua a ser o sonho da maioria dos professores. Fraccionar a matéria em módulos, programar e calendarizar. Para aqueles a quem o fato não serve, o sistema dispõe da retenção. Ou da pena máxima, que continua a ser a ''transição de ano'' com a muleta às costas.
Em fins de Outubro de 1996, ou talvez início de Novembro, o caso de Catarina (nome fictício como agora está em voga) desabou no Conselho Pedagógico da Escola EB23 de Estremoz. Transitava de um Conselho de Turma de que era presidente. Detalhes de distribuição de serviço.
A Catarina ainda não se apresentara na escola e todos os professores se manifestavam preocupados com o seu paradeiro. Entre alguns professores circulavam rumores tenebrosos. Estava-se na antecâmara do ''caso Casa Pia?''.
''Terá sido vendida?'' ''Já alguém foi a casa dos pais?'' Alguns sugeriam ou exigiam a mobilização da Guarda Nacional Republicana. A escolaridade obrigatória também é um dever imposto por lei.
Com alguma ingenuidade e talvez insensibilidade, comuniquei ao Conselho:

''Já contactei com os pais. A Catarina tem andado com a família na apanha da azeitona. Vai regressar à escola na próxima semana. Na maioria, os senhores são daqui, deviam já saber que os ciganos sobrevivem, durante estes meses, da apanha da azeitona. Alguns. Querem mesmo mandar lá a Guarda?''


Um professor obeso, já sexagenário, respondeu gaguejando:

- ''Sendo assim, não vale a pena. O melhor seria que a apanha da azeitona durasse até Junho.''
Todos os presentes gritaram um ''apoiado'' inflamado.

O direito de não ir à escola também é um direito prosélito e classista, de que só usufrui quem não tem o dever e a obrigação de lá ir.

Hipócritas!


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16:55

O BES de Albuquerque

por MCN, em 09.10.14

Com a sua argumentação displicente, arrogante e cretina, a ministra Maria Luís Albuquerque faz-nos crer, ou constatar, que a trapalhada do modelo de intervenção pública sobre o BES foi congeminada para questionar o estatuto público da Caixa Geral de Depósitos e pressionar a sua venda.
‘’Os portugueses querem ter um banco público, têm que assumir os riscos.’’
Os riscos de quê? Os portugueses não querem ter um banco público para suportar os negócios trapalhões da ministra.
Se os portugueses não tivessem um banco público, como conseguiria Maria Luís Albuquerque comprar o BES para o vender com perdas para o banco público?
A questão parece muito clara, do ponto de vista contabilístico.
Maria Luís Albuquerque "burlou" o Estado, forçando o Estado a adquirir o capital de uma empresa por valor muito superior ao da expectativa da sua venda. Uma imparidade programada.
Isto não será uma HOMELAND maquilhada?

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15:57

Do ponto de vista da ''factualidade'' como se usa agora dizer em dialecto judicial, a implantação da República foi sobretudo resultado de um encadeamento de episódios protagonizado pela Maçonaria.

Sendo certo que a Maçonaria é uma sociedade secreta, embora nos últimos tempos faça um esforço para se apresentar menos secreta e mais cristalina, a sua vida interna não será propriamente um domínio da democracia. Pelo que a associação imediata e mecânica entre república e democracia é um preconceito perigoso.
Uma das mais apelativas e pujantes obras de retórica historiográfica da cultura portuguesa, ''Os Factores Democráticos na História de Portugal'', do republicano Jaime Cortesão, tem por propósito demonstrar que o ''foyer'' em que fermentaram as instituições democráticas foi o modelo específico que em Portugal assumiu a vassalagem durante oito séculos de monarquia, nomeadamente durante a primeira e segunda dinastias. Pessoalmente, penso que Jaime Cortesão não pôde avaliar, até às últimas consequências, os limites de interpretação e aplicação da sua doutrina historiográfica.
Em Portugal, mobilizaram-se em torno do salazarismo anarquistas, futuristas, modernistas, surrealistas, etcetera e tal. Mas todos entendendo indignados que o salazarismo era um fascismo educado e imperfeito.
No seu conservadorismo moralista, o ''republicanismo histórico'' transformou-se no ''foyer'' onde se alojou um impertinente salazarismo. Orgânico e inorgânico.

O que pretendo dizer é muito claro, ainda que a forma pareça tenebrosa.
Sempre que a República se apresentar contra Democracia, eu defenderei a Democracia contra a República.

Como não me parece ser ainda o caso, viva a República!


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19:02

Marinho Pinto

por MCN, em 02.10.14

Marinho Pinto, campeão da demagogia, explicou hoje, em entrevista à Antena 1, que foi alojado, como deputado do Parlamento Europeu, na comissão das pescas. Confessa, todavia, que nada sabia de pescas, mas está a aprender.
Por isso, pôde explicar-nos porque razão os pescadores não sabem nadar, ao som de um show embelemático de Patxi Andión.
Marinho Pinto foi eleito deputado europeu como candidato independente do monárquico Movimento Partido da Terra. Assim eleito, vai fundar o Movimento Democrático Republicano.

Castiços.

 

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22:16


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