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Estamos sem dúvida perante um corrosivo, persistente e diabólico golpe institucional por parte de uma ala da magistratura, claramente envolvida com tenebrosos objectivos políticos.
É sabido que Miguel Macedo mantinha com a Ministra da Justiça uma contenda acerca da concentração de poderes na Polícia Judiciária e da exclusividade da Polícia Judiciária no âmbito da investigação criminal.
Se de facto existia um quadro de ilícitos na administração dos procedimentos de atribuição de vistos golden, os super-magistrados e a Polícia Judiciária já desmantelaram a credibilidade e dignidade do processo, remetendo-o para o elenco das manobras circences.
O estado de direito não é compatível com o facto de, para dar cobertura a uma intenção política deliberada, os detalhes dos interrogatórios aos arguidos e as suspeitas não confirmadas nem consolidadas da Polícia Judiciária serem difundidos em cima da hora pela comunicação social.
Apraz-me desde já tomar posição em relação à nomeação da nova Ministra da Administração Interna, que vem reforçar a ala da Ministra da Justiça no governo da coligação. O Bloco de Esquerda insolitamente apoia a nomeação.
Da Operação Labirinto, uma vez mais, fica a manobra e o propósito político, o circo da comunicação social e mais um grave atentado ao estado de direito. E sérias preocupações face à impunidade de uma magistratura que se julga acima da lei.
Aguarda-se que os super magistrados tenham também a dignidade de se demitirem.

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14:40



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