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O Gabinete da Crise

por MCN, em 22.10.14

Se alguém entender estas contas, apresente-se!
Fica entendido que, pelo menos dois mil e seiscentos milhões de Euros dos alegados quatro mil e novecentos milhões de Euros injectados pela República no novo banco estão perdidos.
''O BES Angola é o BPN angolano.'' Pois é. Já sacou pelo menos dois mil e seiscentos milhões à República Portuguesa.
Agora podem vender o Banco Novo por quarenta milhões, livre de encargos e com um activo de dois mil e trezentos milhões de crédito garantido pela República.
Porque será que eles atrapalham as contas todas?
Resultado contabilístico: ''Mas estas perdas estavam já provisionadas nos 4,9 mil milhões de euros na formação do Novo Banco; e, por isso, os 700 milhões que o banco consegue recuperar é mais do que estava à espera.''
Não sabia que a TVI tinha sido nacionalizada.

 

 

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15:59

Nunca, em Portugal, se tinha expresso com tão boçal arrogância a denominada ''classe política'' e financeira. A liberdade de expressão e de agir às claras sem o dever da argumentação acompanha exponencialmente a verdadeira corrupção que as instituições políticas e judiciais encobrem.
Já há dias tentámos chamar a atenção para estas declarações de Mira Amaral, que não sentiu qualquer inibição em declarar que tem - ele não diz que o BIC tem, diz tenho - o papel comercial no valor de quatrocentos milhões de Euros emitido pelo BPN em 2011, integralmente subscrito, com ''garantia de subscrição'', pela Caixa Geral de Depósitos e com reembolso garantido pela República Portuguesa, que se supunha estar em posse de PARVALOREM.

 

É de notar que tendo divulgado recentemente o relatório de avaliação da contabilidade de PARVALOREM e divulgado dados que apenas encobrem a natureza dolosa da forma e propósitos com que a PARVALOREM está a ser administrada, o Tribunal de contas não se pronuncia acerca da sede contabilística de mais de quatro mil milhões de papel comercial emitido pela empresa pública que administra os denominados activos do BPN ou ainda pelo BPN anteriormente.

 

http://www.dinheirovivo.pt/Imprimir.aspx?content_id=4072689

 

Fica claro que o BPN foi vendido por cerca de quarenta milhões ao BIC mas que a PARVALOREM transferiu para o BIC quatrocentos milhões em papel comercial.

Mira Amaral declara ainda que exclui do acesso a esta linha de crédito aberta pelo BIC para apoiar financeiramente empresas aquelas que dependem exclusivamente do mercado doméstico. Por essa razão, entendeu financiar a aquisição do EGF pela MOTA ENGIL em trinta e cinco milhões de Euros. Mas coloca como condição a garantia do Estado português.

 

O Ministério Público não investiga a PARVALOREM?

O que tenta encobrir o elenco ou a panóplia dos bombásticos processos abertos pelo MP no âmbito do ''caso BPN''?
O que irá encoberto na embalagem natalícia do BES? Quem, de hoje a três anos, vai declarar que tem em carteira quatro mil milhões do Fundo de Resolução garantidos pela República Portuguesa?

"É como um tipo que está a digerir uma bebedeira. Não se vai tratar com mais bebida em cima", ilustrou.

 

Dorme, dorme, meu menino, que a mãezinha logo vem.

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15:05

BIC, BPN, Mira Amaral distraiu-se

por MCN, em 17.09.14

As trevas estão a aclarar. Quando eles se sentem à vontade, vão desfiando o rosário.
Ainda não sabemos o que vendeu a coligação ao BIC, por cerca de quarenta milhões de Euros. Mas hoje o Mira Amaral distraíu-se.


''Logo aí, há mil milhões de euros disponíveis. Depois, tenho ainda um papel comercial que tinha sido emitido pelo BPN [Banco Português de Negócios] e subscrito pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) que são 400 milhões de euros. Portanto, se eu quiser tomar esse papel comercial fico com mil milhões mais 400 milhões de euros.

 

Ou seja, a coligação transferiu para o BIC pelo menos o valor de uma emissão de papel comercial, subscrito pela CGD e com garantia da República.
Até hoje, estávamos convencidos, pelas trapalhadas contabilística que eles difundem, de que os valores adquiridos através das emissões de papel comercial residiam nos balanços de PARVALOREM. Mas não. Estão na contabilidade do BIC.

 

Assim sendo, Mira Amaral faz contas ao que TEM. ''Eu tenho''!!!!!!!

 

A boçalidade desta cáfila começa a ser vergonhosa. ''Se eu quiser tomar esse papel comercial''!!!!

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23:13

BES BOM, BES MAU.

por MCN, em 04.08.14

A propósito do programa de nacionalização manhosa do ''BES BOM'' ontem anunciado e exposto por Carlos Costa, deixo aqui ligação para uma nota publicada em Abril de 2014.


Importa desde já notar que o programa ontem apresentado reproduz, nos traços gerais, o modelo de nacionalização do BPN, no contexto em que se tornou necessáio iludir a troika, ou, melhor dizendo, aquilo que os portugueses pensam que a troika pretende. Porque uma coisa é a troika, outra a imagem estapafúrdia que os portugueses fazem dela.

 

Alguém investiga a Parvalorem?

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15:57

A propósito do BES e do BPN.

por MCN, em 30.07.14

A questão de saber se sãos os banqueiros quem corrompe os políticos ou os políticos quem corrompe os banqueiros é um dilema da espécie do da anterioridade do ovo ou da galinha.
Mas todos os dispositivos de luta contra a corrupção estão sob controlo do poder político. Assim sendo, é fácil exterminar a corrupção dos banqueiros.
Dentro em breve todos os bancos estarão nas mãos dos políticos.
Os anarquistas poderão então depor as armas. A banca estará nacionalizada.


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17:04


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